sexta-feira, 24 de abril de 2015
Genialidade humana
Perguntaram a um pintor qual a mais verdadeira expressão humana de genialidade
Ele disse: Compor uma bela canção!
Perguntaram, também, a um músico qual a mais verdadeira genialidade
E ele disse: Executar uma apunhado de cálculos!
Perguntaram, então, a um matemático qual a verdadeira genialidade
Ele respondeu: Escrever uma história que cative!
Perguntaram a um escritor qual a verdadeira genialidade do homem
Ele disse: Construir um grande monumento!
Então, perguntaram a um arquiteto, qual seria a verdadeira genialidade
E ele falou: Ser capaz de entender o funcionamento do universo natural!
Perguntaram a um cientista qual seria a verdadeira genialidade
Ele disse: Escupir formas perfeitas!
Perguntaram para um escultor qual a verdadeira genialidade
E ele falou: Ser capaz de inventar ferramentas!
Perguntaram a um inventor qual é a verdadeira expressão de genialidade
Ele respondeu: Pintar um quadro!
Questionaram, por fim, a Leonardo di Ser Piero da Vinci qual a maior expressão humana de genialidade
E ele disse: Amar.
Para muitos a genialidade do ser humano pode ser expressa das mais diversas formas, visto que somos seres criativos e curiosos, de diferentes maneiras. Entretanto, nada disso se vale na ausência da mais genial expressão do homem; saber amar, e fazer, qualquer que seja sua função, de maneira apaixonada.
*NOTA : usa-se o nome de da Vinci pois, historicamente, ele foi o maior gênio da face da terra, atuando em todas as ciências.
terça-feira, 31 de março de 2015
A jornada
Naquela manhã sem sol, só neblina
fui eu acordado por um sinal de vida
um choro, berrado, estridente me fez abrir as vistas
e silenciou-se, no ato, como se fechasse a ferida
Eu levantei daquele buraco, de terra
Me ergui ainda molhado num cenário de guerra
talvez seria esse o motivo daquele que a pouco berra
talvez se tornasse meu motivo de lamento, mas não era
Eu corri, e em alguns passos já não vira aquilo
eu estava envolto de belas fadas e esquilos
sinfoniados por uma orquestra de grilos
além de outros bichos de muitos filos
Logo, seu Coruja, me deu o que comer
Me deu um leito e leite morno pra adormecer
Mas eu não queria dormir, queria viver
antes de sair dei minhas palavras para agradecer
Lá estava eu, com montanhas à leste
correndo por vales, planices, estepes
matas, cavernas, e outros tipos destes
até caminhar pelos campos do oeste
Lá, lugar cheio de cheiro
sabor e tempero
o tempo inteiro
eu cai de face num xiqueiro
Ah, seu porco!
Perdoe-e, sou louco!
como posso me redimir e nada ou pouco
tenho de fato.. E ele disse, rouco
"Se está se desculpando por pisar no meu lar
com perdão do trocadilho que vou falar;
espero mesmo que seja desequilibrado, mas vá
não há porque não sorrir para visitas no jantar"
E eu que tinha fome, fui servido
E narrei o que até ali tinha vivido
omiti isso e aquilo
e só falei mesmo das fadas e dos esquilos
Na saída, na estrada, em alguns passos
antes que os porcos se tornassem escassos
enquanto me perguntava o que de fato
eu fiz, faria, e faço
Fui jogado de novo, de cara pro chão
tropecei numa linda pedra redonda que brilhava a paixão
Olhei, olhei e olhei, ninguém disse não
e carreguei a pedra na mão
Com ela eu fui, segui, vivendo
junto a ela fui crescendo
juntos fomos envelhecendo
mas eu não descia meu grande apreço
Pela pedra, que igual não tinha
Tão encantadora e um homem que comprava vendia
logo tacou os olhos pra cima
e eu, sem saber o que fazer, escondia
O homem de chapéu curto
era grande e tornou tudo mais escuro
Me ofereceu muitas coisas, absurdo!
eu disse não e me apressei temendo o furto
Ele insistiu, e pôs suas pernas peludas
envergadas e cascudas
Pra me perseguir até que me alcançou com a cara carrancuda
e, tirando o chapéu, deu ar pro par de chifres corcunda
"Qualquer coisa que tenhas visto e não teve
Qualquer coisa que tenhas tido e perdestes
Qualquer coisa que tenha vivido e morreste
Qualquer preço que tenhas em mente"
E eu, somente, neguei
E o motivo da insistência indaguei
e ele remoído por dentro, pensei
somente deu as costas, e eu deixei
Eu aproveitava cada vento
cada terra, cada fruta, em silêncio
cada paisagem, cada conversa de sentimento
de cada coisa desfrutei por um momento
Certa vez, numa sombra de árvore
Avistei linda e grande ave
esperei contente que cantasse
mas aquela não era uma boa fase
Eu chamei a mulher, que desceu dos galhos
Eu perguntei a ela porque tanto silêncio e um canto falho
Será que para contornar a tristeza não havia atalho?
E ela me disse debaixo daquele orvalho
"Meu canto está torto, não adianta
perdi uma engrenagem da garganta.
A tristeza é tanta!
Sou uma linda ave grande que não canta"
Linda, e mais ainda de perto, diante
daquele desabafo apaixonante
eu não medi forças para ajudar, confiante
mas nenhuma de minhas teorias fez com que ela cante
Ela abriu o bico, e eu vi sua dor
lá, no canto direito superior
faltava uma peça em seu interior
e eu trouxe a solução com amor
Lasquei uma parte, e só uma parte
de minha pedra, e com arte
tracei a forma perfeita pr'aquela ave
que enfim, pôde de novo, cantar nos ares
Eu andei, novamente, por todos os cantos do mapa
e com todos os amores e sorria, e cada
tinha um toque diferente, e do nada
eu senti que faltavam degraus na minha escada
Espaço este que parecia
se preencher quando, agradecida
de manhã, ainda um pouco adormecida
a mulher ave cantava pra mim, lá de cima
Numa dessas conversas eu coloquei uma flor em seu cabelo
Com pressa ela ergueu o mais alto voo, e não voltou cedo
eu vi o amor subir, sumir e hoje percebo
que fui tolo, bobo e o que mais mereço
Meus pés já estavam cansados
e nem todos os lugares mais apreciados
me faziam ter ânimo, pois o mundo era eu, desolado
E qualquer estrada era caminho, qualquer lado
Isto é, por mais que cansado, ainda vivia
E por tudo que eu vira
não contar tudo para outros, não valia
Mas a noite caiu de vez, e fria
Para minha sorte, vi uma cabana
Lá no meio do nada, me chama
Lá tinha lenha, que inflama
e trazia prazer deitado na cama
A dona era uma cega que comprava a preço de ouro
qualquer coisa que brilhasse mais que um pouco
"Isso aí em sua mão direita?" - disse a velha de cabelos louros
E vendi minha pedra, pra evitar mau agouro
Eu não queria! Era tudo que eu tinha
Eu não queria, mas era tudo que eu tinha
e agora meus pés estavam sem sapatilhas
e mais cansados que uma cabrita!
Eu andei até um riacho
e sentei na beira, junto ao fracasso
com o tempo as águas, eu acho
pareciam seguir mais devagar com seus passos
Tudo que eu sabia era andar
e isso só me ensinou a me cansar
Cada estrada me fez sorrir e chorar
Feliz no momento e triste por acabar
E eu queria que fosse mentira
aquilo que eu tinha, a vida
Para que eu pudesse refazer de forma mais divertida
se bem que eu não poderia pensar de forma mais inventiva
Eu aceitei que era verdade
E tudo que eu tinha era o cansaço da idade
e tudo que eu tinha naquele momento de saudade
era o rio, levando folhas, que quisessem profundidade
E levando tudo mais além de folha
que tivesse como escolha
se jogar nele e se perder em bolha
No fim o rio era uma grande tulha
Guardando tudo que não tivesse um lar
afogando tudo que não soubesse amar
livrando tudo que parou de sonhar
e aos poucos suas águas iam parando, parando, até congelar
quarta-feira, 25 de março de 2015
Cada um com seu Mito
Valentes lusitanos predestinados a desbravar o além mar, confrontaram, há mais de 500 anos, a impetuosa e poderosa Igreja Católica, que comandava a sociedade com seus dogmas e ensinamentos, através de um véu de fé e santidade. O mito de que a terra era plana e que ao fim do horizonte nada mais havia que um precipício universal onde desaguavam os oceanos, empregado por esta instituição de gigante influência, foi quebrado graças a coragem de alguns homens e de uma nação que se abria para o conhecimento maior.
Na época, tantos mitos já se quebraram que parecia impossível sustentar semelhantes na Era Moderna. O tal mito da terra plana sumiu junto às naus portuguesas no horizonte do mar Atlântico e, com eles retornaram, além de boas novas e nova terra, outros mitos como serpentes marinhas gigantes, lulas engolidoras de navios, além dos recém criados na América e que se criariam dali para frente, provando que o homem está sempre a criar mitos e, quase sempre, a desvendá-los.
Acompanhem o vídeo : As Grandes Navegações, Mitos e Descobertas
Na época, tantos mitos já se quebraram que parecia impossível sustentar semelhantes na Era Moderna. O tal mito da terra plana sumiu junto às naus portuguesas no horizonte do mar Atlântico e, com eles retornaram, além de boas novas e nova terra, outros mitos como serpentes marinhas gigantes, lulas engolidoras de navios, além dos recém criados na América e que se criariam dali para frente, provando que o homem está sempre a criar mitos e, quase sempre, a desvendá-los.
Acompanhem o vídeo : As Grandes Navegações, Mitos e Descobertas
O Mito da Caverna no século 21
O "Mito da Caverna", aquele em que Platão narra, basicamente, sobre os homens em uma caverna observando as sombras (geradas por uma fogueira; "conhecimento") de seres de fora, deixando-os acuados e permanecendo, então, na caverna (escuridão da mente, ignorância), é bastante conhecido na filosofia e está presente em todo momento da vida de qualquer ser humano, isto é, comodidade e vício são comportamentos ocorrentes nos indivíduos, os quais devem-se negar e usarem-se de meios para não dar brecha para estes e semelhantes, como a preguiça, findando com o ser em estado de mentalidade estática.
O homem é curioso por natureza, entretanto, é igualmente natural a desistência frente a dificuldade ou quando se parece estar satisfeito com a situação, mesmo quando esta apresenta problemas que sejam pequenos. A internet surge como um grande vício do novo século. A facilidade de acesso e a enxurrada de entretenimento barato e atividades que servem unicamente para preencher o tempo vazio torna-se, muitas vezes, um percalço frente a outras atividades inerentes ao ser humano, substituindo a integração "olho no olho" por "emoticons, likes e follows".
- A internet caiu, vou ver como está lá fora.. (!)
O grande problema está no ser humano, de fato. Aquele que se deixa levar pelos sutis trilhos da distração e do vício, e aqueles que se propõem a expor este conteúdo. Portanto, cabe unicamente ao indivíduo se comandar, e não seguir como trens pré-definidos de estação em estação. Contextualizando, a internet não é nenhuma vilã, é uma ferramenta. O homem pode usar um martelo para construir ou consertar uma bela cadeira, e este mesmo humano pode usá-lo para ferir outrem ou a si mesmo.
NOTA : A Caverna de Platão possui muitas interpretações e neste texto foi dito apenas o necessário para o objetivo claro. O Mito é muito mais complexo e recomenda-se que haja aprofundamento no assunto.
sábado, 31 de janeiro de 2015
O dia em que minha mãe quase descobriu meu relacionamento com a maconha
Escrito por Róbso que se escreve Wando.
Lembro-me como se fosse ontem, era 30 de janeiro de 2015, tinha uma puta festa para ir e sabia que ia rolar altas putarias all night long. Após pedir o financiamento do meu pai, era a vez a contribuição da mulher que me deu a luz - agradeçam a ela.
Como de costume, ela me fez o interrogatório. Onde? Quem? Quando? Até que horas? O quê? Pra quê? Quanto? - São apenas alguns exemplos. Com larga experiência em embromação racionalista com especialização em lorotagem, consegui a quantia necessária para bancar a zona que aconteceria naquele dia e ainda me sobraram uns trocados, claro.
Estava na hora, a libertinagem começaria dentro de 1 hora.
Passei na casa do meu amigo, Edu, e de lá seguimos ao misterioso lugar.
Era tudo que eu esperava, à primeira vista. À segunda também, e na terceira, já estava muito escuro.
Bem, para encurtar essa bagaça, pularei o conteúdo da festa (talvez sirva para outro post, até lá, usem a imaginação).
Eis a etapa final daquela noite.
Quase 3 da matina, chego a porta de casa, após ter apresentado certas dificuldades para apertar o botão 6 do elevador, o que me fez dar um passeio pelos andares do meu prédio e conhecer lugares mais ocultos que a entrada para Hogwarts.
Quando consegui apertar a campainha e, obviamente, terminar a não mais Sinfonia Inacabada de Beethoven, minha mãe abriu a porta e disse algo assim :
- Entra logo, o que você tem na cabeça?
- Ah maaain, isso é pergunta que se faça essa hora da manhã?
- Senta ai, eu não vou nem perguntar porque você chegou essa hora, se o combinado era meia noite no máximo!
- Que bom, vou durmir ..
- Espera ai, porque seus olhos estão assim .. vermelhos ??
- (Ihh..) Bem mãe, senta aqui também e presta atenção:
Sabe o Eduardo .. ?
- O de rastafári?
- Que safári mãe!?.. o filho da Carla .. então, a gente tava curtindo a festa, super família lá mãe, cê precisava ver .. ai o pessoal tava jogando baralho, sinuca .. comendo uns sanduíches sabe? .. A gente tava se divertindo, contando piadas, muita emoção rolando, principalmente quando trouxeram o leite com Toddy para cantarmos Legião e Los Hermanos .. bem da hora assim .. foi um momento único, e eu estava com meus melhores amigos ..
- Tá, mas o que tem o Eduardo ?
- .. Ele é meu melhor amigo, poha .. mas, então, chegou o fim da festa, e o Eduardo tava com o carro do pai dele, e deu carona pro pessoal. A gente começou a cantar Eduardo e Mônica, sabe mãe? Aquela .. queeem irá dizer a razão do coração .. e na parte que a Mônica falava coisas sobre o Planalto Central, o carro acertou uma vaca que passou na nossa frente bem ali perto do Largo do Machado, se precisava ver mãe .. tadinha da vaca.
Bem, no acidente a maioria saiu só com uns arranhões mas, mas o Eduardo não .. e gente chamou a ambulância e ele foi internado.
O meu melhor amigo mãe .. ( e ela me olhava sem saber se me batia ou se ria, ou os dois)
Enfim, o médico veio e nos disse que era melhor irmos para casa e que o estado de Edu era grave, muito grave, mas estável.
Eu não consegui deixá-lo sozinho, fiquei lá, chorando, chorando, chorando e chorando, até não me restarem lágrimas.
Era 3 e pouca quando o médico falou para eu ir para casa que meus olhos estavam mais vermelhos que o cabelo do Iori Yagami, do KoF.
- Hm .. inventou isso agora?
- Poh mãe, algo tão sério acontece e vc ai zombando .. vou durmir até, boa noite.
- Humff .. - e eu já deitando, ela grita : E esse cheiro? Que cheiro é esse ? Esse cheiro é de maconha! Não é?
- É mãe, mas .. tinha um pessoal fumando lá ..
- No hospital?
- É. (huehueh) Medicina alternativa mãe, tchau.
E foi assim que ela quase descobriu meu segredo, mais uma vez usando minha lorotagem altamente funcional.
===========
No dia seguinte, de manhã, minha mãe veio me acordar falando que o Eduardo tava lá fora me esperando para irmos jogar bola. E eu exclamei : É UM MILAGRE, VIVA!
Lembro-me como se fosse ontem, era 30 de janeiro de 2015, tinha uma puta festa para ir e sabia que ia rolar altas putarias all night long. Após pedir o financiamento do meu pai, era a vez a contribuição da mulher que me deu a luz - agradeçam a ela.
Como de costume, ela me fez o interrogatório. Onde? Quem? Quando? Até que horas? O quê? Pra quê? Quanto? - São apenas alguns exemplos. Com larga experiência em embromação racionalista com especialização em lorotagem, consegui a quantia necessária para bancar a zona que aconteceria naquele dia e ainda me sobraram uns trocados, claro.
Estava na hora, a libertinagem começaria dentro de 1 hora.
Passei na casa do meu amigo, Edu, e de lá seguimos ao misterioso lugar.
Era tudo que eu esperava, à primeira vista. À segunda também, e na terceira, já estava muito escuro.
Bem, para encurtar essa bagaça, pularei o conteúdo da festa (talvez sirva para outro post, até lá, usem a imaginação).
Eis a etapa final daquela noite.
Quase 3 da matina, chego a porta de casa, após ter apresentado certas dificuldades para apertar o botão 6 do elevador, o que me fez dar um passeio pelos andares do meu prédio e conhecer lugares mais ocultos que a entrada para Hogwarts.
Quando consegui apertar a campainha e, obviamente, terminar a não mais Sinfonia Inacabada de Beethoven, minha mãe abriu a porta e disse algo assim :
- Entra logo, o que você tem na cabeça?
- Ah maaain, isso é pergunta que se faça essa hora da manhã?
- Senta ai, eu não vou nem perguntar porque você chegou essa hora, se o combinado era meia noite no máximo!
- Que bom, vou durmir ..
- Espera ai, porque seus olhos estão assim .. vermelhos ??
- (Ihh..) Bem mãe, senta aqui também e presta atenção:
Sabe o Eduardo .. ?
- O de rastafári?
- Que safári mãe!?.. o filho da Carla .. então, a gente tava curtindo a festa, super família lá mãe, cê precisava ver .. ai o pessoal tava jogando baralho, sinuca .. comendo uns sanduíches sabe? .. A gente tava se divertindo, contando piadas, muita emoção rolando, principalmente quando trouxeram o leite com Toddy para cantarmos Legião e Los Hermanos .. bem da hora assim .. foi um momento único, e eu estava com meus melhores amigos ..
- Tá, mas o que tem o Eduardo ?
- .. Ele é meu melhor amigo, poha .. mas, então, chegou o fim da festa, e o Eduardo tava com o carro do pai dele, e deu carona pro pessoal. A gente começou a cantar Eduardo e Mônica, sabe mãe? Aquela .. queeem irá dizer a razão do coração .. e na parte que a Mônica falava coisas sobre o Planalto Central, o carro acertou uma vaca que passou na nossa frente bem ali perto do Largo do Machado, se precisava ver mãe .. tadinha da vaca.
Bem, no acidente a maioria saiu só com uns arranhões mas, mas o Eduardo não .. e gente chamou a ambulância e ele foi internado.
O meu melhor amigo mãe .. ( e ela me olhava sem saber se me batia ou se ria, ou os dois)
Enfim, o médico veio e nos disse que era melhor irmos para casa e que o estado de Edu era grave, muito grave, mas estável.
Eu não consegui deixá-lo sozinho, fiquei lá, chorando, chorando, chorando e chorando, até não me restarem lágrimas.
Era 3 e pouca quando o médico falou para eu ir para casa que meus olhos estavam mais vermelhos que o cabelo do Iori Yagami, do KoF.
- Hm .. inventou isso agora?
- Poh mãe, algo tão sério acontece e vc ai zombando .. vou durmir até, boa noite.
- Humff .. - e eu já deitando, ela grita : E esse cheiro? Que cheiro é esse ? Esse cheiro é de maconha! Não é?
- É mãe, mas .. tinha um pessoal fumando lá ..
- No hospital?
- É. (huehueh) Medicina alternativa mãe, tchau.
E foi assim que ela quase descobriu meu segredo, mais uma vez usando minha lorotagem altamente funcional.
===========
No dia seguinte, de manhã, minha mãe veio me acordar falando que o Eduardo tava lá fora me esperando para irmos jogar bola. E eu exclamei : É UM MILAGRE, VIVA!
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