segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Contando
Entre tantos números possíveis, eu recontava tudo outra vez, sem pressa. Entretanto um quarto era tudo que eu tinha. Todas as coisas cabiam nele, mas todas as coisas não eram muitas, eram o suficiente. O zero resume boa parte da minha vida, não por seu valor; nada, e sim por seu signo, uma circunferência, oval, formando um ciclo .. o que muitas vezes era nada, realmente. Logo pensei no dois, é bom. E percebi que pulei um, ele não me agrada com todo seu individualismo .. apesar de ter suas vantagens. Ah, dois, em determinado momento parecia pouco, fui logo para o 5, pois tive momentos de Vitória, e combinava. Eu poderia montar um conjunto, algo do tipo, mas a cada ato, um número me parecia mais atraente. Segui contando e encontrei o seis. Mal cabia na minha mão, mas eu sempre quis mais. O oito é engraçado, intrigante até. Como um duplo zero. Como se possível dois ciclos se unirem. A esta altura descobri que sim. Porém fiquei no 1 a 0, ou 0 a 1. Um atrás do outro, se bem me entende. E próximo, 18, libertador. Que nada, era justamente o oposto. Então vieram 20, 21, 30, 33, 70, 360 .. até o n, de nada deu certo e recontei. Não ordenado, como nunca foi. Recontei novamente, sem pleonasmo, e percebi que o três é o que mais vale a pena. Ele me faz sorrir :3.
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