segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sociedade do Consumo


É o tema de agora. Você, eu, eles ... somos todos consumidores e não há nada de errado nisso. É necessário e quase impossível não consumir. O problema está quando ele se instala quase que como uma febre, fazendo de nós zumbis movido a compras. 
Você pode até não se declarar como um zumbi-do-consumismo, mas as chances de você ser são de 1 para 2 nessa Sociedade do Consumo.


A cultura consumista que temos hoje é progresso da iniciada em meados do século passado com o fixamento do capitalismo pelo globo iniciado pela América - vocês sabem exatamente por quem.
O consumo é a base do capitalismo, é o que faz a grande roda da vida urbana girar.
Desde pequenos estamos incluídos no meio consumista. Aliás, as crianças são um forte alvo para o capitalismo. Qual pai resiste a um pedido incessante do seu filho? E com isso gerando futuros adultos consumistas é a tática perfeita que vem dando certo a algumas décadas.
As grandes empresas usam de todos artifícios para induzir-nos à compra. Qualquer mídia além de outdoors espalhados pela cidade. Em qualquer canto pode-se ver uma marca, em todos os lugares e em todos os momentos do dia somos bombardeados por propagandas.
E esta cultura traz consequências graves.


Com o aumento urbano cresceram também as técnicas capitalistas para que compremos mais e mais. Uma delas é diminuir a vida útil do bem comprado, que pode ser visto em todos os setores - quando o que deveria acontecer era justamente o contrário. Na maioria dos casos a falha programada acontece de tal forma que não é possível consertar ou o conserto é caro demais, levando a mais uma compra. Isso se aplica a todas as lojas e produtos.
Outra artimanha é a ilusão de que um produto é mais funcional e avançado que o anterior, quando na verdade as diferenças são mínimas. Mas o mais recente parece melhor, seja pela aparência ou por alguma funcionalidade nada funcional. Então você deve comprá-lo e descartar o anterior, do contrário você será obsoleto e excluído de certos meios. Criou-se um novo preconceito, contra pessoas que vivem na "idade-da-pedra" por usarem produtos de 1, 3 ou 5 anos atrás que julgam ainda úteis.


O descarte de produtos como acontece, de forma rápida, acaba gerando acúmulo de lixo em massa, que contaminam e destroem a fertilidade de qualquer solo, lençóis freáticos e rios. Uma das saídas encontradas é a queima, que nos traz outros e tão graves problemas. Com a queima produzimos agentes tóxicos mais potentes que são dispersos no ar. 
Estas usinas de queima não se localizam perto dos centros urbanos para não atrair atenção negativa. Mas de nada adianta, já que para uma nuvem tóxica não existem fronteiras. Levadas pelo ar elas contaminam nosso cotidiano e florestas, e este talvez seja o grande potencializador do tão falado Aquecimento Global.
No fim dessa cadeia os mais afetados são as coisas naturais, que se apequenam a cada segundo. E elas sofrem desde o início já que é de lá que tiramos tudo de que precisamos para produzir e que NÃO se renovam.



 As pessoas buscam satisfação pessoal em adquirir bens e esquecem de providenciar cuidados médicos, educação, infraestrutura, sustentabilidade, igualdade e justiça. 
Felizmente, podemos ver uma ponta de esperança em alguns grupos que buscam a sustentabilidade, química verde, produção em ciclo fechado, energia renovável, não-consumismo, recuperação da natureza e outras medidas urgentes. 
Não priorizem coisas erradas, ou seremos pré-horrorizados.


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