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domingo, 6 de novembro de 2016
Outra vez segunda-feira
Outra vez segunda-feira, o relógio despertou, eu não. Em cima da hora me vi na rua arrumado e estressado junto de todas aquelas pessoas apressadas.
Outra vez segunda-feira e o ônibus custa a cruzar a esquina em minha direção. Não me consola o fato de não ser somente eu. O estresse das manhãs de segunda afeta todos, aparente nas pernas agitadas e olhares impacientes numa dessas bucólicas ruas da Lapa ou Catete, já não faz diferença. A irritação do início da semana é sempre a mesma, alheia ao endereço.
A chuva que se anunciava nas pesadas nuvens acima de mim gota à gota transbordava meu mau-humor. Fez também uma revoada de pombos fugir da praça e buscar abrigo na marquise ao meu lado. Neste momento vi meu ônibus surgir na esquina. Minha segunda parecia melhorar, afinal. Não! Mais uma vez engano, como geralmente acontece. Um dos malditos pombos me trouxe de volta para aquela segunda-feira. Camuflado dentre muitos pingos de chuva, o desgraçado cagou no meu terno.
Outra vez segunda-feira e eu me atrasei, não peguei o ônibus, não fui ao trabalho.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Cada um com seu Mito
Valentes lusitanos predestinados a desbravar o além mar, confrontaram, há mais de 500 anos, a impetuosa e poderosa Igreja Católica, que comandava a sociedade com seus dogmas e ensinamentos, através de um véu de fé e santidade. O mito de que a terra era plana e que ao fim do horizonte nada mais havia que um precipício universal onde desaguavam os oceanos, empregado por esta instituição de gigante influência, foi quebrado graças a coragem de alguns homens e de uma nação que se abria para o conhecimento maior.
Na época, tantos mitos já se quebraram que parecia impossível sustentar semelhantes na Era Moderna. O tal mito da terra plana sumiu junto às naus portuguesas no horizonte do mar Atlântico e, com eles retornaram, além de boas novas e nova terra, outros mitos como serpentes marinhas gigantes, lulas engolidoras de navios, além dos recém criados na América e que se criariam dali para frente, provando que o homem está sempre a criar mitos e, quase sempre, a desvendá-los.
Acompanhem o vídeo : As Grandes Navegações, Mitos e Descobertas
Na época, tantos mitos já se quebraram que parecia impossível sustentar semelhantes na Era Moderna. O tal mito da terra plana sumiu junto às naus portuguesas no horizonte do mar Atlântico e, com eles retornaram, além de boas novas e nova terra, outros mitos como serpentes marinhas gigantes, lulas engolidoras de navios, além dos recém criados na América e que se criariam dali para frente, provando que o homem está sempre a criar mitos e, quase sempre, a desvendá-los.
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