Quão certo estou a idade que tanto vi e quase nada aprendi?
Abrir um pensamento com um questionamento e não uma certeza
é preguiçoso como todos os anos que me passaram
por cima
E isso já responde muito
preguiça
Eu estou certo do que não aprendi, não aprendo
Não aprendi sobre o amor
Amizade, morte, família, esoterismo
Não aprendi a arrumar minha cama
lasanha, banho no cachorro
Eu não aprendi a beber, nem trabalhar
e trabalhando aprendi a beber, sem plenitude
desaprendendo a trabalhar
Eu nunca soube responder perguntas diretas:
quem é você? Vamos?
Eu jamais soube o pensamento, nem meu
O sofrimento do animal
Aprender é tão irreal que parece livro de autoajuda
que ajuda o autor, não o comprador
e portanto nem deveria existir, autor
Anos a fio, branco
não explicam quem eu sou
Se sou, não poderia ser
Perceba: a expectativa, o brilho, a vontade
diminiu
Não tenho vontade de ser, nem de nenhuma outra expectativa
O que adianta querer viver se sobre a vida poder nenhum possuo?
Tudo me tem, nada seguro
Eu quis voar, me apedrejaram
Eu quis estar no chão, me aterraram
Amarrado
Quão limitado é ser jovem
Quanta jovialidade é ser limitado quando adulto
Foi bom
Tão bom que temo ter sido ilusão líquida
Quão velho sempre estive
e aqui a felicidade é uma ideia antiga
Tão antiga
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Sobre o filme A Vila
O filme “A
Vila” vai além de uma produção hollywoodiana de médio orçamento
(111,6 milhões USD) dirigida por um candidato a grande diretor, M. Night
Shyamalan, que em seu oitavo filme recorreu à característica que o levou
rapidamente à notoriedade; reviravoltas e surpresas no enredo. Artifício
perigoso e aparentemente preguiçoso não fosse a interessante abordagem da
psique humana imposta em cada personagem. Com essa proposta, Shyamalan reacende,
à época, a esperança de dias melhores e não somente filmes que se paguem com
uma ou duas frases “como eu não percebi isso antes?” de quem os veja.
Temos
vergonha do que nos faz humano, segundo Jung. Essa frase cabe perfeitamente por
toda a história de Edward Walker (William Hurt) e os demais “anciões”
fundadores da vila. Após inúmeros acontecimentos impactantes e tristes em suas
vidas, decidem criar um mundo onde pudessem controlar tudo e todos, um mundo
fantasia, outra realidade. A Vila surge do desejo de suprimir o princípio de
realidade que nos fere, a violência. No entanto, todos lá ainda eram humanos.
Há uma lenda
na Vila. Monstros horripilantes vagam pelo bosque dispostos a punir todos que
avancem através dos limites da comunidade (recalque) e os limites
civilizatórios dos mais inocentes. Quando os desejos humanos, amor e ódio, são
instigados pela vivência florescem vermelhos como rosa, a ordem da Vila é
rompida e “Aqueles de quem não falamos”, os monstros, cumprem sua função.
Ivy Walker
(Bryce Dallas Howard), Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) e Noah Percy (Adrien
Brody) são os protagonistas das pulsões inconscientes. O amor de uns é o ódio
de outros, desencadeando um evento capaz de desconstruir toda a farsa da Vila.
O filme A
Vila ensina, além da clichê frase do Sr. Walker “O amor move o mundo”, que as destrutividades externas não serão
eliminadas com mentiras. Cada um precisa controlar sua destrutividade interna para um mundo mais dócil e benevolente.
domingo, 15 de novembro de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Genialidade humana
Perguntaram a um pintor qual a mais verdadeira expressão humana de genialidade
Ele disse: Compor uma bela canção!
Perguntaram, também, a um músico qual a mais verdadeira genialidade
E ele disse: Executar uma apunhado de cálculos!
Perguntaram, então, a um matemático qual a verdadeira genialidade
Ele respondeu: Escrever uma história que cative!
Perguntaram a um escritor qual a verdadeira genialidade do homem
Ele disse: Construir um grande monumento!
Então, perguntaram a um arquiteto, qual seria a verdadeira genialidade
E ele falou: Ser capaz de entender o funcionamento do universo natural!
Perguntaram a um cientista qual seria a verdadeira genialidade
Ele disse: Escupir formas perfeitas!
Perguntaram para um escultor qual a verdadeira genialidade
E ele falou: Ser capaz de inventar ferramentas!
Perguntaram a um inventor qual é a verdadeira expressão de genialidade
Ele respondeu: Pintar um quadro!
Questionaram, por fim, a Leonardo di Ser Piero da Vinci qual a maior expressão humana de genialidade
E ele disse: Amar.
Para muitos a genialidade do ser humano pode ser expressa das mais diversas formas, visto que somos seres criativos e curiosos, de diferentes maneiras. Entretanto, nada disso se vale na ausência da mais genial expressão do homem; saber amar, e fazer, qualquer que seja sua função, de maneira apaixonada.
*NOTA : usa-se o nome de da Vinci pois, historicamente, ele foi o maior gênio da face da terra, atuando em todas as ciências.
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