Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens
sábado, 8 de abril de 2017
Para repensar o jornalismo
No sétimo dia de abril é comemorado o Dia do Jornalista no Brasil. Isto porque há 187 anos morria Libero Badarò, assassinado por exercer seu ofício. O jornalista incomodou parte da elite política por dar voz aos cidadãos comuns. A repercussão de sua morte levou a abdicação do Imperador D. Pedro I em 7 de abril de 1831. A mesma data foi escolhida para a fundação da Associação Brasileira de Imprensa um século depois e, desde então, este dia é o Dia Nacional do Jornalista.
Em uma profissão que acompanha os cidadãos em seu cotidiano, sendo mensageiro do mundo, sempre é tempo de repensar o jornalismo. Para isso, entrevistamos dois personagens dessa discussão. Luiza Braz (21), aluna do quarto período de jornalismo da FACHA e Camila Côrtes (26) que trabalha no canal à cabo SporTV.
Uma das maiores mudanças recentes para o jornalista é a não obrigatoriedade do diploma. Para ambas as entrevistadas, não é preciso ser formado para ser um bom profissional. “Vários bons jornalistas não possuem diploma”, lembrou Luiza. “Mas a faculdade ajuda muito dando base teórica para a prática”, ponderou. Para Camila, “Querer buscar a informação e contar uma história” independe da formação acadêmica
No mundo atual é impossível não inserir o tema redes sociais em qualquer debate. A visão positiva sobre adventos modernos envolvendo o jornalismo parece ser uma constante. “Acho um complemento do trabalho dos veículos tradicionais. Quanto mais informação, melhor”, disse a aluna Luiza Braz. Em complemento, Camila ressaltou que conhecimento é poder: “Uma convocação no mural do Facebook provocou a Primavera Árabe; tudo é ferramenta da informação. Se deter o meio de propagação de notícia é o maior poder em uma sociedade bem informada, então difundir e popularizar esses meios é a maior maneira de tornar uma sociedade consciente.”
Sobre a censura e manipulação, ambas as entrevistadas apresentam uma visão esclarecida sobre a situação corporativa que sustenta o jornalismo. Para Luiza, “Não há como combater” os males da profissão. Isto porque, segundo ela, “Cada veículo é uma empresa, assim ele vai informar de acordo com seus princípios” e dá a dica para não ser afetado por esta posição empresarial: “O que se deve fazer é pesquisar nas diversas fontes disponíveis.” Trata-se de interesses das linhas editoriais, para Camila: “Enquanto os jornalistas são responsáveis por editar e recortar o que não lhes interesse da notícia também lidam com as influências externas da maneira que recebem os materiais e suas fontes. A informação é dada do ponto de vista de quem conta”. A censura que muitas vezes parte do próprio veículo é “o extremo do abuso de poder e do corte de liberdade”, para Camila Côrtes, que complementou: “É saber usar o personagem certo com a sonora certa. A frase bem escrita no off. Uma construção que permita a passagem da informação.”
Marcadores:
datas,
dia do jornalista,
entrevista,
informação,
jornalismo,
jornalista,
reportagem,
Sociedade,
Teoria da Comunicação,
Trabalhos da faculdade
Assinar:
Postagens (Atom)